A maioria das pessoas que está em busca de uma residência que atenda aos desejos, necessidades e possibilidades de sua família, avalia critérios como preço, localização e tamanho antes de assinar um contrato de compra. Poucas, no entanto, param para comparar as características dos diferentes tipos de imóveis, as quais impactarão, diretamente, no futuro dos moradores.

Por isso, por maior que seja a vontade de sair do aluguel e adquirir a casa própria, controle a ansiedade. Antes de fechar negócio, acompanhe este post e aprenda como escolher um modelo de lar ideal!

Quais são os tipos de imóveis mais comuns no Brasil?

Esqueça a ideia simplista de que pessoas solteiras devem, necessariamente, morar em apartamentos e, famílias com filhos, em casas.

Há muito mais do que o mero número de moradores a se considerar na hora de escolher entre os diversos tipos de imóveis existentes no mercado. Para ajudar, confira as características de sete modelos bastante comuns:

1. Apartamento padrão

Esse tipo de imóvel costuma dividir o andar com outras unidades, sendo que, em prédios com mais de quatro andares, é necessária a presença de elevadores.

Plantas com ambientes integrados são as que melhor aproveitam o espaço interno. A existência de janelas amplas, para uma boa ventilação e luminosidade natural, e varandas gourmet, é cada vez mais valorizada.

Apresenta-se como uma alternativa ideal para quem busca aliar custo e benefício, pois, mesmo em apartamentos pequenos, as áreas comuns oferecem boas opções de lazer, academia de ginástica, salão de festa, churrasqueira, entre outros atrativos.

A vantagem é que, quanto maior o número de apartamentos, maior o rateio dos custos com manutenção, portaria e funcionários e, consequentemente, menor o valor cobrado pelo condomínio.

Por outro lado, os moradores têm de respeitar uma série de regras (em relação a barulho, reformas etc) mesmo estando em suas próprias casas. Além disso, as vagas nas garagens tendem a ser disputadas e apertadas.

2. Duplex ou triplex

Tratam-se de unidades de alto padrão que ocupam, sozinhas, dois ou três andares, muitas vezes em coberturas com vistas privilegiadas ou nos chamados gardens ou giardinos (no térreo do prédio), com direito a quintal aberto e jardim privativo.

São ideais para famílias grandes, mas que não abrem mão de morar em um prédio e, ao mesmo tempo, fazem questão que cada membro tenha sua própria suíte. A área de lazer privativa costuma ser completa, com piscina, sauna, espaço gourmet etc.

Entre as vantagens, destacam-se os cômodos amplos e as facilidades da vida em condomínio; entre as desvantagens, pode-se citar a elevada taxa condominial.

3. Studio ou kitnet

São apartamentos pequenos (há unidades com menos de 10 m²), geralmente localizados em regiões centrais adensadas. Possuem um cômodo conjugado (quarto, sala e cozinha) e um banheiro.

Atraem trabalhadores e estudantes em busca de uma localização privilegiada, próxima às linhas de transporte público ou à empresa ou faculdade em si. Por outro lado, é preciso ter em mente que, quanto menor a metragem, maior a necessidade de soluções arquitetônicas para o máximo aproveitamento do espaço — o que pode custar caro.

4. Flat

Esse modelo de moradia reúne, além das facilidades da vida em condomínio, a comodidade de serviços de hotel, sendo procurado por quem passa a maior parte do dia fora de casa e não tem tempo ou não sabe como cuidar das tarefas domésticas.

Profissionais deslocados de sua cidade de origem, por um período específico, costumam ser o principal público desse estilo de moradia. Ainda que as taxas dos serviços (limpeza, lavanderia, alimentação etc) sejam menores do que as cobradas aos clientes do hotel, em longo prazo a opção se mostra onerosa.

5. Casa térrea

Todos os cômodos ficam no mesmo andar. Em terrenos espaçosos, é comum haver lavanderia externa (com varal a céu aberto), garagem, quintal (com jardim e/ou horta) e uma área de lazer (com churrasqueira e/ou piscina).

As principais vantagens são o espaço e a possibilidade de alterar o projeto arquitetônico quando desejar; as desvantagens são o trabalho e o gasto com a manutenção do imóvel, bem como o custo com investimentos em segurança.

6. Sobrado

Os cômodos ficam em dois ou mais andares, sendo que a composição da área externa é similar à de uma casa térrea — inclusive no que diz respeito aos prós e contras.

Muitas vezes aparecem em projetos geminados, nos quais duas ou mais propriedades ficam em um mesmo terreno, sob um mesmo telhado, separadas apenas por uma parede. Trata-se de um modelo comum em condomínios de médio padrão.

Já para ser considerado uma mansão, o sobrado precisa ter uma arquitetura diferenciada, acabamentos de primeira linha e cômodos que vão muito além das necessidades básicas.

7. Loft

Caracteriza-se pela ausência de divisórias entre os cômodos (íntimos e sociais) e, por terem pé direito duplo, a maioria dos projetos conta com um mezanino.

O conceito teve início nos Estados Unidos, onde jovens profissionais transformaram armazéns e galpões, até então desocupados, em moradia e, muitas vezes, local de trabalho. Hoje em dia, aparece tanto em apartamentos como em casas com estilo industrial, atraindo solteiros e recém-casados.

No entanto, entre os tipos de imóveis mais comuns, o loft é o menos indicado para famílias com filhos, por impossibilitar a delimitação dos espaços e prejudicar a privacidade dos adultos.

Quais são os diferenciais dos imóveis condomínios fechados?

Imóveis em condomínios fechados, sejam casas ou apartamentos, têm vários pontos positivos, como segurança reforçada, área de lazer completa, academia de ginástica, entre outros.

Se colocados na ponta do lápis, os gastos individuais com cada um desses itens sairiam, certamente, mais caros do que o valor pago na taxa condominial. Por isso, para quem tem filhos, principalmente, vale a pena morar em um condomínio fechado.

Em imóveis de veraneio, como casas de praia ou de campo, os quais passam boa parte do ano desocupados, poder contar com as facilidades dos condomínios fechados, principalmente em relação à segurança, também faz toda a diferença.

O que colabora para a valorização no mercado imobiliário?

Estar bem localizado, ou seja, em uma região com boa infraestrutura urbana, atendida por uma ampla rede de comércios e serviços, com várias opções de mobilidade e segurança pública satisfatória, é importante, mas não basta.

Imóveis que reúnem soluções ligadas à sustentabilidade, como tecnologias que colaboram para a economia dos recursos naturais, são mais valorizados do que construções tradicionais. Atentos à demanda de um público cada vez mais preocupado com a natureza e com a qualidade de vida das futuras gerações, alguns construtores já oferecem esses diferenciais em seus empreendimentos.

Há imóveis que proporcionam mais segurança (como portaria eletrônica e câmeras de vigilância 24 horas) e economia (com sistemas para geração de energia fotovoltaica, aquecimento solar e reaproveitamento de águas cinzas e pluviais) para os moradores.

Alguns instalados em condomínios fechados, reúnem estruturas de lazer diversas — o que completa a lista de fatores que garantem a valorização do patrimônio no mercado imobiliário.

Por fim, para quem está em dúvida entre comprar um imóvel novo ou usado, saiba que empreendimentos na planta são os que mais se valorizam, pois são adquiridos a preços atrativos e não exigem reformas imediatas (indispensáveis nos mais antigos).

Como mostrado, com tantos tipos de imóveis à disposição, não é difícil se deixar levar pelo desejo de adquirir a casa própria. Porém, para tomar a decisão certa, é preciso pesquisar até encontrar o modelo de moradia que melhor atenda ao seu projeto de vida.

A boa notícia é que você não precisa encarar essa busca sozinho. Para ajudá-lo na empreitada, leia nosso post sobre como escolher uma corretora imobiliária de confiança!