O Dia Internacional da Mulher se aproxima e não existe forma melhor de celebrar essa data do que reconhecendo o poder e trabalho duro de mulheres que fazem parte do crescimento e história da construção civil.

Durante anos o setor da construção civil foi marcado pela presença masculina e considerando o gênero feminino como “sexo frágil”, sendo assim era quase impossível ter uma presença feminina no mercado de trabalho. Contudo, com o passar dos anos essa ideia tem sido modificada.

Com incentivos, ofertas de salários melhores e com o avanço da visibilidade feminina na sociedade e o espaço para crescimento profissional está se tornando uma tendência que se renova a cada ano.

Segundo o Ministério do Trabalho, na Reação Anual de Informação Social (Rais) que realiza, mostrou o grande crescimento da presença feminina na construção. Mostrando um crescimento de 10% entre os anos de 2006 e 2016. Pode parecer um percentual pequeno, mas representa mais de 219 mil vagas conquistadas nesse período, resultado significativo.

Além disso neste cenário de mudanças, a capacidade de executar tarefas que atenção aos detalhes está sendo cada vez mais valorizada, reconhecidas pela habilidade.

No Brasil já existem grandes projetos que visam a qualificação da mão de obra feminina no setor.

No ano de 2012, o governo federal criou o Programa Mulheres Construindo Autonomia na Construção Civil, com o propósito de formar mulheres de baixa renda para a inserção nesse mercado. Nos últimos anos, parcerias pontuais foram firmadas entre o governo federal e prefeituras para realizarem capacitações para mulheres na construção civil.

Desde 2012, tramita no Senado um projeto de lei que determina percentual mínimo de 12% de mão de obra feminina nas obras e serviços contratados pelo governo federal.  Em julho de 2017, o prefeito Cesar Silvestri Filho sancionou lei exigindo que as empresas de construção civil que prestam serviços ao município tenham no mínimo 10% de suas vagas ocupadas por mulheres.

Ainda que o reconhecimento profissional das mulheres seja cada vez maior nas construtoras e canteiros de obras, é importante destacar que há muito trabalho a ser feito, e que a luta pela igualdade não pode parar.