A depreciação de imóveis é muito observada e pesquisada no mercado imobiliário. Nos últimos anos, precificar os bens duráveis têm sido uma missão cada vez mais difícil, seja pela crise econômica, seja pelos problemas de segurança que assolam o país.

Depois de passar por vários momentos de aquecimento e uma constante valorização, aconteceu uma estagnação no setor imobiliário. Agora, alguns aspectos têm motivado a fortes tendências de desvalorização.

Por isso, no momento da aquisição de imóvel, alguns itens devem ser analisados com cautela para evitar prejuízos e arrependimentos posteriores. Neste post, apontaremos fatores que influenciam uma compra. Fique atento para fazer um bom negócio!

O local de construção do imóvel

Este talvez seja o fator que mais pesa na hora de determinar o preço de uma edificação. Algumas regiões, que já foram consideradas nobres e muito valorizadas, estão vivendo uma realidade diferente e passando por forte depreciação.

O aumento da violência urbana criou um ambiente de pânico, até mesmo, em bairros que eram afastados das periferias e, por isso, há um grande medo dos investidores na hora de adquirir imóveis nessas regiões.

Quanto aos lançamentos imobiliários, pela falta de espaço, estão crescendo em regiões metropolitanas e mais afastadas dos grandes centros.

Sendo assim, é preciso avaliar a infraestrutura nas proximidades desses imóveis. Transporte público, acesso à escola, tempo de ligação ao comércio, tudo isso pesará na hora de precificar uma construção.

Além das comodidades, segurança conta muito

Um fator que influencia diretamente no preço de um imóvel é a garagem. Caso não possua segurança para estacionamento do veículo ou a garagem seja descoberta, isso deprecia o valor venal do bem.

Em sua maioria, uma das prioridades ao comprar um imóvel é a segurança e proteção do veículo contra as intempéries do tempo.

O estado de conservação ao longo do tempo

A avaliação de preço de um imóvel pode mudar muito da porta para dentro. A conservação é fundamental para que a edificação se mantenha em bom estado com o passar dos anos. O tempo causa alguns desgastes visíveis, mas com a manutenção adequada isso pode ser amenizado.

A utilização faz com que o imóvel sofra uma desvalorização, mas ela pode ser considerada baixa em relação a um local com sinais claros de má conservação.

A vizinhança pode ser um problema

O barulho é um fator importante para definir o valor de um imóvel. Próximo de grandes avenidas, rodovias, trilhos de trem ou, até mesmo, de vizinhos que possam causar problemas com o som. Isso é um fator que aumenta a depreciação do imóvel e, em alguns pontos, não pode ser revertido.

Por isso, o investidor que optar em adquirir o imóvel tem que estar ciente que esses ruídos serão constantes e que não existe uma previsão para que isso seja resolvido, tem a ver com a região.

O tamanho do imóvel dita o preço

Basta abrir os classificados e perceber a diferença de preço entre os imóveis de 2, 3 ou mais quartos. Se colocados diante do mesmo panorama, na mesma região, por exemplo, um apartamento de 2 quartos e sala custará significativamente menos que um apartamento com 3 quartos.

Ainda, deve-se observar tamanho da sacada e se possui lavanderia. Mesmo que no encarte da divulgação de venda do imóvel conste que os dois locais têm a mesma metragem, ou seja, 56 metros quadrados, o número de cômodos depreciará o imóvel com menos divisões.

A área externa também motiva a depreciação de imóveis

A região pode ser um charme, o local com uma segurança ímpar e o imóvel com o tamanho desejado. Entretanto, ao se deparar com a estrutura, a vontade de adquirir pode mudar drasticamente.

A falta de quintal e espaço externo em uma casa diminui o valor do imóvel. Quando o assunto é apartamento, se o condomínio não oferece uma estrutura adequada, isso também aumenta a depreciação.

Ainda, a má conservação tem que estar presente nesse item. Se o jardim é malcuidado, as plantas estão morrendo e as paredes sujas e pichadas, esse imóvel não é visto com bons olhos, por isso, tem um valor diferente no mercado na hora da negociação.

A estrutura que uma região ou cidade oferece

Se o imóvel está localizado na área rural, a precificação é diferenciada. O que será considerado, fora as condições do local, é a estrutura que pode ser disponibilizada para o proprietário do bem. Uma casa em um local que não tem abastecimento elétrico ou saneamento básico, por exemplo, tende a valer menos que um imóvel em uma cidade grande.

Se está localizado em um bairro muito afastado da região central de uma cidade, onde é preciso caminhar longos minutos para pegar um ônibus ou ter acesso ao comércio, isso também será um fator de forte desvalorização para o imóvel.

Com tantos pontos que influenciam na precificação, é preciso estar atento na hora de tomar uma decisão de compra. Nem sempre é possível encontrar um local em uma região perfeita, com um preço mais acessível.

Ao pensar em comprar um imóvel, também é preciso lembrar que ele será um investimento e que no futuro poderá ser uma moeda de troca ou algo para venda. Por isso, é necessário tomar cuidado para não ficar no prejuízo, investindo um valor alto na aquisição e perdendo parte do capital na hora de se desfazer do bem.

Portanto, é preciso buscar um equilíbrio entre esses fatores para decidir pela aquisição de um imóvel. Tendo como base a segurança como o principal fator, alguns outros itens podem não ser tão perfeitos, mas suportáveis, tornando o imóvel um bom investimento.

Por isso, é necessário avaliar com calma os itens separadamente e elencá-los de forma a ajudar na hora da tomada de decisão. A compra de um bem deve ser efetivada a partir de uma escolha racional, considerando todos os fatores, inclusive a depreciação de imóveis.

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