A depreciação de imóveis é muito observada e pesquisada no mercado imobiliário. Nos últimos anos, precificar os bens duráveis tem sido uma missão cada vez mais difícil, seja pela crise econômica, seja pelos problemas de segurança que assolam o país.

O fato é que, depois de vários momentos de aquecimento e de uma constante valorização, houve uma estagnação no setor imobiliário. Agora, mais do que nunca, alguns aspectos têm motivado o surgimento de fortes tendências de desvalorização.

Por isso, no momento da aquisição de imóvel, alguns itens devem ser analisados com muita cautela e paciência. Esse cuidado é essencial para diminuir os riscos e eventuais prejuízos que podem causar grandes arrependimentos no futuro. 

Neste post, apresentaremos o conceito de depreciação de imóveis e os fatores que influenciam para que isso aconteça. Continue acompanhando a leitura para ter boas informações e fazer um bom negócio no momento da compra!

O que é a depreciação de imóveis?

Para que você possa entender melhor sobre esse tema, trazemos aqui o conceito da depreciação de imóveis: trata-se, basicamente, da redução do preço ou valor econômico do bem devido a algum fator que modificou o seu estado ou a sua qualidade.

Sendo assim, os motivos que influenciam na depreciação podem envolver os desgastes originados com o tempo de uso do imóvel ou qualquer fato/acontecimento que acabe prejudicando, de alguma forma, suas características.

Saiba que os fatores que influenciam na depreciação do imóvel também podem surtir efeito contrário. Ou seja, demonstrarem ser pontos positivos, trazendo uma valorização maior para a casa ou apartamento em questão. Continue a leitura para entender melhor.

Quais são os fatores que influenciam na depreciação de imóveis?

Agora que você já entende o conceito da depreciação de imóveis, podemos apresentar alguns fatores que contribuem para que isso aconteça. Conhecê-los é importante tanto para comprar quanto para vender um empreendimento no mercado.

Veja, a seguir, os principais.

Local de construção do imóvel

O primeiro fator de depreciação de imóveis é simplesmente a sua localização. Essa talvez seja a característica que mais pesa na hora de determinar o preço de uma edificação. Saiba, inclusive, que algumas regiões antes consideradas nobres e muito valorizadas estão vivendo uma realidade diferente e passando por forte depreciação.

O aumento da violência urbana é algo bem sério e também ajuda a depreciar os imóveis presentes em uma região que sofre desse mal. Tal condição criou um ambiente de pânico até mesmo em bairros que eram afastados das periferias. Por isso, há um grande medo por parte dos investidores na hora de adquirir imóveis nessas regiões.

Quanto aos lançamentos imobiliários, devido à falta de espaço, eles têm crescido em regiões metropolitanas e mais afastadas dos grandes centros. Sendo assim, é preciso avaliar a infraestrutura nas proximidades desses imóveis. Estamos falando de transporte público, acesso a boas escolas, tempo de ligação ao comércio, entre outras questões que pesam na hora de precificar uma construção.

Comodidade e segurança

A comodidade e a segurança também são fatores que influenciam no valor do imóvel. A primeira diz respeito às facilidades que os imóveis oferecem para os seus moradores, ao passo que a segurança vai muito além de a localização estar em uma região tranquila da cidade.

Por exemplo, um fator que influencia diretamente no preço de um imóvel é a garagem. Caso esse local não ofereça segurança para o estacionamento do veículo ou não conte com uma estrutura coberta, pode depreciar o valor venal do bem.

Para a maioria das pessoas, uma das prioridades ao comprar um imóvel é garantir a segurança e a proteção do veículo contra as intempéries do tempo. Então, não deixe de considerar tudo isso ao avaliar um empreendimento.

Estado de conservação ao longo do tempo

A avaliação do preço de um imóvel pode mudar muito da porta para dentro. A conservação do bem é fundamental para que se mantenha em bom estado com o passar dos anos. Pode não parecer, mas o tempo causa alguns desgastes visíveis. Felizmente, com a manutenção adequada isso pode ser amenizado.

Entrando um pouco mais em detalhes, a utilização faz com que o imóvel sofra certa desvalorização, mas ela pode ser considerada baixa em relação a um local com sinais claros de má conservação — até porque nenhum imóvel é 100% nesse sentido e naturalmente sofrerá desgastes ao longo do tempo. Em todo caso, é importante estar atento para que não seja nada além disso.

Perfil da vizinhança 

Muitos não sabem, mas a vizinhança também influencia muito na depreciação de imóveis. Podemos começar citando que o barulho gerado nas proximidades é um fator importante para definir o valor de um bem.

Se a casa ou apartamento estiver perto de grandes avenidas, rodovias, trilhos de trem ou de vizinhos que possam causar problemas com o som, o interesse pela unidade tende a cair. Então, podemos dizer que os ruídos são fatores que aumentam a depreciação do imóvel e, em alguns pontos, não podem ser revertidos.

Dessa forma, o investidor que optar pela aquisição do imóvel deve estar ciente de que os barulhos serão constantes e que não existe uma previsão para que isso seja resolvido. Afinal, é uma condição que tem a ver com o movimento e com as atividades da região.

Além disso, é preciso considerar a questão da criminalidade nas redondezas, visto que todos buscam um local seguro para morar. Naturalmente, imóveis que ficam em bairros onde a violência é maior se depreciam facilmente, visto que poucas pessoas arriscam morar nessas áreas.

No mesmo caso do barulho, a questão da criminalidade é uma incógnita porque não há como prever melhorias nesse sentido e garantir que uma região se tornará mais segura depois de um certo tempo.

Tamanho do imóvel

Basta abrir os classificados e perceber a diferença de preço entre os imóveis de 2, 3 ou mais quartos. Se colocados diante do mesmo panorama (na mesma região, por exemplo), um apartamento com 2 quartos e sala custará significativamente menos que um apartamento com 3 quartos.

Ainda, deve-se observar o tamanho das sacadas e se as moradias contam com lavanderia. Mesmo que no encarte da divulgação de venda conste que os dois locais têm a mesma metragem, (56 metros quadrados, por exemplo), o número de cômodos depreciará o imóvel com menos divisões.

Área externa

A região pode ser um charme, o local ter uma segurança ímpar e o imóvel apresentar o tamanho desejado. Entretanto, ao se deparar com a estrutura, a vontade de adquirir o imóvel pode mudar drasticamente, principalmente quando se verifica a condição da área externa.

Não tem como fugir: em uma casa térrea, a falta de quintal e de espaço externo diminui o valor do imóvel. Quando o assunto é apartamento, se o condomínio não oferece uma estrutura adequada de lazer e variedade de atividades, a depreciação também tende a aumentar.

Além disso, a má conservação tem que estar presente nesse item. Se o jardim é malcuidado, com plantas sem manutenção e paredes sujas ou pichadas, o imóvel não será visto com bons olhos. Por isso, terá um valor diferente no mercado e na hora da negociação.

Estrutura que uma região ou cidade oferece

Se o imóvel está localizado na área rural, a precificação é diferenciada. O que será considerado, fora as condições do local, é a estrutura que pode ser disponibilizada ao proprietário do bem. 

Uma casa em um local que não tem abastecimento elétrico ou saneamento básico, por exemplo, tende a valer menos que um imóvel situado em uma cidade grande. Se estiver localizada em um bairro muito afastado da região central, onde é preciso caminhar longos minutos para pegar um ônibus ou ter acesso ao comércio, também terá seu valor reduzido.

Outra questão importante é o quanto o imóvel está próximo de locais e conveniências que são importantes para a rotina da família, tal como escolas, faculdades, lojas, prédios comerciais, dentre outros.

Então, é preciso ficar de olho na região como um todo, visto que imóveis presentes em regiões consideradas privilegiadas valem mais que aqueles que se encontram em situações opostas.

Decoração extravagante ou antiga

Pode não parecer, mas a estética também influencia na depreciação de imóveis. O fato é que a decoração é um gosto muito pessoal de cada pessoa. Portanto, se o imóvel conta com um estilo que muitas vezes é difícil de mudar, isso também prejudicará o seu valor, visto que novos proprietários precisarão gastar tempo e dinheiro para alterar o visual.

Nesse sentido, os imóveis que apresentam uma decoração extravagante ou antiga tendem a se desvalorizar. Afinal, dificilmente o novo dono gostará desse tipo de composição e precisará investir em uma reforma para deixar o ambiente do seu gosto.

Situação da documentação

A documentação em dia também é importante para não depreciar o valor do bem. Afinal, contar com todos os comprovantes de pagamento e outros documentos que atestem a propriedade do imóvel traz agilidade para o seu processo de compra e venda.

Então, é importante verificar se toda a documentação está regular, principalmente no que diz respeito ao pagamento do Imposto de Renda. Caso contrário, a situação demandará muito esforço do vendedor e do comprador para que o imóvel se torne apto para a venda.

Vista da unidade de moradia

No caso de apartamentos que se localizam no mesmo prédio, é normal que tenham preços distintos por conta da paisagem. Para ter uma ideia, os imóveis com vista privilegiada podem custar cerca de 10% a mais que outros, independentemente de estarem no mesmo andar ou em pavimentos superiores.

No caso das unidades presentes em andares mais altos, além de contarem com uma vista limpa e desobstruída, estarão distantes do barulho do comércio e das avenidas, o que contribui para uma valorização maior. Então, tenha em mente que é normal que alguns apartamentos sejam mais caros que outros por conta dessas questões.

Ambiente ao redor

Por fim, cabe destacar que o entorno imediato também influencia na depreciação do imóvel. Assim, se a edificação pertencer a um bairro tranquilo, limpo e bonito, naturalmente o seu valor de mercado não sofrerá depreciação em relação a isso.

Agora, se a obra estiver perto de lugares que têm muita poluição, antenas de telecomunicações, torres de energia e outros fatores indesejados, o ambiente ao redor não será nem um pouco agradável. Consequentemente, a depreciação aumentará ao longo do tempo.

Podemos dizer que, com tantos pontos que influenciam na precificação, é preciso estar atento na hora de tomar uma decisão de compra. Nem sempre é possível encontrar um local em uma região perfeita e com um preço mais acessível.

Ao pensar em adquirir um imóvel, é preciso lembrar que ele será um investimento e que, futuramente, poderá ser uma moeda de troca ou algo para venda. Por isso, tome cuidado se não quiser ficar no prejuízo (investir um valor alto na aquisição e perder parte do capital na hora de se desfazer do bem).

Não existe fórmula certa, muito menos imóveis que não têm nada de depreciação. Portanto, é preciso buscar um equilíbrio entre esses fatores para tomar a melhor decisão na hora da compra. 

Por exemplo, se você prefere a segurança como principal fator, talvez precise abrir mão de outros itens. Mesmo que muitos não sejam considerados perfeitos, podem ser suportáveis e fazer com que o imóvel represente um bom investimento. É tudo uma questão de escolha e definição de prioridades.

Por isso, avalie com calma e observe os itens separadamente para elencá-los de forma que ajudem no momento decisivo, criando uma lista de prioridades e flexibilidade ao comparar as opções do mercado. Isso é essencial, visto que muitos fatores podem influenciar tanto na depreciação quanto na valorização.

Tenha em mente que a compra de um bem precisa ser efetivada a partir de uma escolha racional e que considere todos os pontos envolvidos nesse ato, incluindo a depreciação de imóveis  tema deste post e que você deve ter notado que é muito importante, não é mesmo?

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