O sonho de muitos brasileiros é sair do aluguel. Com o passar dos anos, inúmeras famílias fazem as contas para tentar adquirir a casa própria. Nesse momento, é importante estudar qual a melhor maneira de comprar um imóvel, de acordo com as possibilidades que cabem no bolso.

Comprar uma casa representa independência financeira, por isso, tem tanto valor para os trabalhadores brasileiros. O que as pessoas precisam considerar é que não é necessário ter toda a quantia para comprar o imóvel, já que existem algumas possibilidades que viabilizam a realização desse sonho.

Se você se enquadra nessa parcela da população que planeja a compra de um imóvel, leia este post e descubra quais são as opções de pagamento que estão disponíveis no mercado para realizar essa aquisição. Acompanhe!

Economizar e pagar à vista

A compra realizada com pagamento à vista é a opção mais econômica. Para quem quer realizar a aquisição da casa própria. Essa alternativa parece distante, mas não é impossível. Com um bom planejamento e disciplina a longo prazo, poupar pode ser uma forma inteligente de juntar o dinheiro necessário para realizar a compra.

O pagamento à vista permite uma negociação mais interessante para o cliente, já que os vendedores oferecem um atendimento diferenciado. Possivelmente, você será privilegiado com um bom desconto no valor final do imóvel na hora de fechar o negócio.

Financiar um imóvel

Essa modalidade de pagamento é a mais utilizada pelos brasileiros nos últimos anos. Financiar é emprestar o valor necessário para a quitação do imóvel junto a construtora, com o auxílio de uma instituição financeira. O dinheiro é disponibilizado imediatamente, porém, a garantia de pagamento é o próprio bem adquirido.

Com isso, a instituição financiadora calcula os juros embutidos nesse empréstimo e considera o prazo de tempo determinado pelo contrato, para o retorno do investimento. Para quem pretende optar por essa forma de pagamento, normalmente as empresas não financiam 100% do valor do imóvel, por isso, é preciso ter uma reserva de dinheiro para pagar a entrada.

Via de regra, a variação é de 10% a 30% do valor do imóvel. No entanto, normalmente é permitido o parcelamento em algumas situações  quando o imóvel ainda está em fase de construção, por exemplo.

Confira as principais maneiras de financiar um imóvel:

Construtora

Algumas construtoras de grande porte oferecem linhas de financiamento direto ao consumidor, sem a necessidade de uma instituição bancária. Com isso, essas empresas permitem maior flexibilidade na negociação com o cliente. Em contrapartida, o prazo de pagamento pelo imóvel é mais curto, por isso as prestações costumam ser um pouco mais altas.

Outro detalhe que o comprador considerar são as taxas de juros praticadas, que não são tão competitivas quanto às disponíveis nas instituições bancárias. As correções monetárias também devem ser verificadas, pois as variações dos índices podem gerar elevações de preços ao longo do tempo.

Instituições bancárias

Essa é a maneira mais tradicional de compra de um imóvel. Por meio de linhas de crédito, o financiamento é liberado junto a uma instituição bancária na qual o cliente tenha seu cadastro aprovado.

As modalidades oferecidas aos clientes são:

Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

O comprador pode utilizar a caderneta de poupança e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para comprar imóveis de até R$ 650 mil. O prazo máximo de financiamento é de 30 anos e as linhas de crédito permitem o pagamento de até 70% do valor dos imóveis usados e 90% dos novos;

Sistema Financeiro Imobiliário (SFI)

Podem ser utilizados recursos financeiros de investidores e instituições financeiras, com juros mais altos. No entanto, os imóveis devem custar acima de R$ 750 mil com prazo de 35 anos para pagamento.

Programas do Governo Federal

Visa o financiamento de imóveis populares com valores até R$ 300 mil, mas a renda da família não pode ultrapassar R$ 5 mil. Esse programa prevê a cobrança das taxas de juros mais baratas do mercado.

Adquirir um consórcio

Essa modalidade de pagamento tem ganhado espaço no mercado, principalmente para atender a demanda dos consumidores que planejam uma compra futura. O comprador pode programar o pagamento integral do valor do imóvel, já que ao final do contrato terá em mãos uma carta de crédito com o montante planejado.

Na prática, o consórcio é uma poupança programada em que o contratante se reúne com um grupo de outros investidores e, cada um, compra uma cota da carta de crédito. Com o valor e o prazo definidos no momento da contratação, a empresa responsável — com o aval do Banco Central  define a taxa de administração do contrato, que será diluída no valor das parcelas ao longo do período, ou seja, não existe pagamento de juros pela quantia.

Entretanto, o consumidor poderá realizar a compra do imóvel apenas quando for contemplado com a carta. Isso pode acontecer nos sorteios mensais ao longo do período ou no final do contrato.

Comprar por permuta 

Essa é uma forma diferenciada de compra e venda, porém, não menos interessante para os consumidores. A permuta é a troca de um bem por outro, sem a utilização de um pagamento tradicional. Isso pode gerar uma diferença de valores para ser pago por uma das partes. Essa modalidade de pagamento pode ser aplicada a terrenos, casas, apartamentos, imóveis novos ou na planta. 

O que vai direcionar a negociação é a vontade declarada de ambas as partes em fechar o negócio. Um contrato deve ser realizado entre os negociadores, no formato de escritura pública, e todas as condições do acordo devem estar expressamente descritas.

Analisar o mercado para definir a melhor maneira de comprar um imóvel

Para chegar a uma conclusão sobre qual a melhor opção, é preciso analisar as possibilidades de pagamento diante das expectativas referentes ao imóvel. Coloque todas as possibilidades na ponta do lápis antes de fechar o negócio e mesmo que tenha o dinheiro necessário para comprar à vista, calcule se vale a pena deixar de ter uma reserva financeira consistente.

Algumas linhas de financiamento oferecem uma taxa de juros anual atrativa, que ao final do período de contrato, podem ser um investimento mais interessante que a poupança. Com as variações da inflação e taxas de juros ao longo dos anos — ao final de 30 anos, por exemplo — alguns financiamentos com prestações fixas, podem ter o seu valor corrigido e o montante pago poderá ser menor que no momento da contratação.

A decisão de comprar um imóvel deve estar pautada não só pelas expectativas pessoais de independência, conforto e o alcance do objetivo de sair do aluguel, mas também nas possibilidades de pagamento. É preciso estar atento para não assumir compromissos financeiros que não possam ser honrados. Por isso, fundamental colocar na balança todas as vantagens e desvantagens das diferentes modalidades para encontrar a mais adequada.

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