O sonho do imóvel próprio é o que leva muitos brasileiros à busca de um financiamento. Afinal, comprar uma casa ou apartamento à vista nem sempre é acessível financeiramente, certo? Para não entrar em dívidas, no entanto, o interessado precisa saber quanto custa a documentação de um imóvel financiado.

Não é raro que as pessoas foquem no pagamento da entrada e no acerto das parcelas, mas se esqueçam de que uma aquisição imobiliária envolve outros custos também. Só com documentação, impostos e a mudança, por exemplo, o comprador de um apartamento relativamente barato pode ter de arcar com cerca de R$ 8 mil.

Pense bem: iniciar um financiamento imobiliário cheio de dívidas não é nada animador, é? Então, para fugir disso, continue lendo e confira tudo de que você precisa para se planejar!

Os documentos necessários para o financiamento

O financiamento imobiliário é uma transação que envolve processos bastante burocráticos. O objetivo, basicamente, é garantir mais segurança para todos os envolvidos: o vendedor, o comprador e a instituição responsável pela linha de crédito (bancos ou incorporadoras).

É exigida, por exemplo, uma lista de documentação que inclui:

  • RG e CPF — para identificação civil;
  • comprovante de renda (normalmente, de três meses) — para análise de crédito;
  • certidão de casamento ou união estável para detalhes relativos à comunhão de bens;
  • certidões negativas para assegurar que não há débitos de protestos, tributos federais ou ações cíveis e criminais.

O vendedor comumente passa pelos mesmos procedimentos, tendo de apresentar documentos relativos à sua pessoa e ao imóvel que está sendo comercializado. A situação dessa propriedade é cuidadosamente analisada, entre outras coisas, por meio de:

  • Matrícula ou Certidão de Ônus Real que comprova o chamado “desembaraço legal”, ou seja, que o imóvel está livre de ônus por ações passadas e não tem contrato de locação em vigor;
  • Habite-se — que atesta que o empreendimento foi construído conforme todas as normas previstas pela prefeitura;
  • Certidão de Situação Fiscal — que comprova a total quitação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) da propriedade até a data de venda;
  • Declaração de Quitação das Obrigações Condominiais que garante que o imóvel está livre de débitos relacionados às taxas mensais obrigatórias, caso o empreendimento faça parte de um condomínio fechado.

Os custos com o financiamento do imóvel

Como podemos ver, a burocracia é mesmo grande — e ela não se limita à apresentação de papéis anteriores à compra do imóvel. Assim que o bem passa a ser do novo proprietário, ele precisa lidar com uma série de acertos, como os que listamos abaixo.

Entrada do financiamento

Em primeiro lugar, o contrato só é firmado mediante o pagamento de um sinal. Com as novas regras de financiamento, o valor máximo coberto pela linha de crédito voltou a ser de 70%. Por isso, se um apartamento custa R$ 250 mil, por exemplo, o comprador precisa arcar com, pelo menos, R$ 75 mil de entrada.

Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI)

Assim que o contrato de financiamento for assinado, é preciso providenciar o pagamento do ITBI, o imposto municipal para transferência da propriedade. Normalmente, ele custa em torno de 2% do total do imóvel — então, o apartamento do exemplo anterior teria um ITBI de cerca de R$ 5 mil.

Registro do imóvel

O registro de imóveis é emitido pelo cartório e dá a comprovação legal de propriedade. O valor da sua taxa varia de acordo com o preço do imóvel e o estado de sua localização. No Rio Grande do Sul, em 2019, a compra de um apartamento de R$ 250 mil tem um custo de registro de R$ 1.122,60.

Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU)

O IPTU é cobrado anualmente em cima do valor venal do imóvel, isto é, o preço de mercado, e não de venda (de acordo com o valor médio do m² na região). As alíquotas são municipais, mas costumam variar de 0,5% a 1% — de R$ 1,2 mil a R$ 2,5 mil, no nosso exemplo.

Financiamento das despesas com documentação

Bom, agora que você sabe quanto custa aproximadamente a documentação de um imóvel financiado, temos uma boa notícia: existem linhas de crédito que servem para parcelar esses valores. Grandes instituições bancárias, como o Banco do Brasil, o Itaú Unibanco e o Bradesco concedem empréstimos justamente para as despesas com documentos e impostos.

A Caixa Econômica também tem facilidades, mas geralmente inclui tudo (o valor do imóvel e de outras despesas) no mesmo financiamento. Nesse caso, o limite máximo dos custos com documentos e impostos é de 4% do total do imóvel. Então, também é necessário se planejar caso essa porcentagem não cubra tudo.

Como se planejar para a compra de um imóvel

Sem dúvida, por tudo o que já vimos aqui, a aquisição imobiliária é um grande passo e exige muito planejamento, especialmente no caso dos imóveis financiados. Até porque o prazo para quitação da dívida pode ser de muitos anos, e o valor envolvido é bastante significativo. Pensando nisso, veja algumas dicas.

Organize o seu orçamento

Antes de partir para a compra do imóvel dos seus sonhos, o melhor é organizar o orçamento. Livre-se de dívidas, limpe o seu nome (caso haja alguma restrição) e procure manter-se aliviado financeiramente, o quanto possível. Essa dica é importante para que as despesas não venham em má hora.

Faça uma poupança

Você está com o saldo bancário em dia e sem nenhuma pendência financeira? Ótimo! Então, que tal começar uma poupança própria para a aquisição bancária? Guardar cerca de 30% do salário é o ideal aqui, pois a parcela de financiamento gira em torno disso. Assim, a família já vai se adaptando a esse padrão de despesa.

Acompanhe o mercado

Se você já está poupando e esperando o momento certo para investir na casa própria, é uma boa ideia adquirir o hábito de acompanhar as notícias sobre o mercado imobiliário. Fique por dentro das flutuações das taxas referenciais de juros, as tendências de crescimento no setor, os empreendimentos lançados na sua região etc.

Pense no longo prazo

Por último, mas não menos importante, mantenha a cabeça sempre no futuro. Como você viu, há uma série de despesas imediatas à aquisição do imóvel, no entanto, o prazo do financiamento imobiliário exige atenção. O comprometimento no longo prazo é mais indicado para quem tem uma boa estabilidade profissional e financeira.

Ainda tem dúvidas sobre quanto custa a documentação de um imóvel financiado? Como a somatória das despesas depende muito do tipo de empreendimento e do valor total da propriedade, vale a pena fazer várias simulações e preparar-se com folga. Assim, você evita o risco de ser pego de surpresa!

E aí, pronto para investir no sonho do imóvel próprio? Então, entre em contato conosco! Somos a incorporadora com os melhores empreendimentos da região Sul.