Provavelmente, um dos maiores sonhos da idade adulta é comprar um imóvel próprio. Além de constituir patrimônio e representar um importante investimento de dinheiro, a aquisição imobiliária é a chance de sair do aluguel e conseguir uma vida mais confortável para toda a família.

Aliás, cerca de 20% dos brasileiros vivem em residências locadas, de acordo com as informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) relativas ao ano de 2017. Muitos dentro dessa parcela ainda arcam com mensalidades excessivamente onerosas e não têm a segurança de um proprietário de imóvel.

Por isso, se você quer dar esse importante passo de comprar sua casa ou seu apartamento, mas não sabe por onde começar, está no lugar certo! Neste guia completo sobre o assunto, você terá todas as informações que precisa para fazer um excelente negócio. Então, acompanhe a leitura!

O que levar em consideração ao escolher um imóvel?

Na hora de comprar um imóvel, muitos aspectos devem ser considerados: desde o tamanho da planta até a estrutura da região. O estilo de vida é sempre impactado pela escolha do empreendimento, então, o ideal é que seja para melhor! Por isso, atente aos pontos listados a seguir!

Tamanho e padrão

Quantas pessoas morarão no local? Você tem planos de aumentar a família? Deseja que cada filho — se tem ou pretende ter mais que um — tenha um quarto próprio? Não se esqueça de refletir sobre essas questões para escolher um imóvel que seja, acima de tudo, confortável para todos.

Também é importante pensar na quantidade de banheiros — se deverá ter suítes, se será um apartamento com cobertura ou com uma varanda agradável etc. Se você lava roupas em casa, observe, também, se suas opções contam com área de serviço viável para a família.

Localização

Para escolher o melhor bairro para morar, estude locais de fácil acesso, ou seja, que tenham boas vias de trânsito e sejam estrategicamente posicionados, levando em conta os hábitos de deslocamento da família. Também é importante contar com supermercados, farmácias, hospitais e escolas por perto.

Além disso, observe se, no entorno, há a presença de locais normalmente frequentados pela sua família, de acordo com o estilo de vida:

  • faculdades;
  • centros culturais;
  • teatros;
  • igrejas;
  • cinemas;
  • casas de show;
  • rodoviárias e aeroportos;
  • parques verdes etc.

Segurança

A segurança é sempre uma prioridade, especialmente se você tem filhos. Por isso, faça uma pesquisa sobre os índices de criminalidade na região em que pretende adquirir o imóvel. Também vale conversar com pessoas que moram no bairro para saber se o local é tranquilo.

Essa é uma das grandes vantagens de morar em condomínios fechados, já que normalmente contam com serviço de vigilância, câmeras 24 horas, sistemas de alarme, sensores etc. Além disso, o controle de entrada de pessoas — que exige identificação e liberação por parte do morador — faz muita diferença para a família.

Custo-benefício

O valor do imóvel também entra na lista de considerações antes de decidir o que é melhor para sua família. Mas não se esqueça de levar em conta a relação custo-benefício, isto é, avaliar se as condições do imóvel, sua estrutura e os diferenciais condizem com o que será pago por ele.

Nem sempre optar pelo mais barato é o mais vantajoso. Lembre-se de que esse investimento está diretamente relacionado à qualidade de vida, por isso, vale a pena equilibrar um preço que fique dentro da sua realidade, mas que garanta conforto e segurança.

Condições de pagamento

Por fim, tenha em mente a forma como pagará pelo imóvel. Esse ponto é importante para direcionar suas buscas e evitar a compra por impulso na primeira oferta atraente recebida de um corretor. Por isso, faça seu planejamento financeiro e decida, de antemão, quanto poderá dar de entrada, por exemplo.

Também estude bastante seu orçamento para já ter ideia do parcelamento que cabe no bolso e do prazo ideal para quitação do financiamento, se optar por essa modalidade de compra. Com essas informações preestabelecidas, fica mais fácil encontrar o imóvel ideal e negociar com cautela.

Por que comprar um imóvel com área de lazer?

Um importante fator que deve ser considerado na hora de comprar um imóvel é se ele conta com área de lazer completa. Lembra-se da necessidade de pensar no melhor bairro para morar? Da mesma forma, o condomínio ideal proporciona bem-estar e qualidade de vida para família.

Comodidade

As vantagens de morar em um local com diversas atividades e espaços de lazer internos são evidentes. Pense na comodidade de ter, à distância de alguns metros ou poucos quilômetros, elementos como:

  • piscinas;
  • brinquedoteca;
  • playground;
  • quadras;
  • academia;
  • SPA;
  • gazebo;
  • churrasqueiras;
  • aulas diversas;
  • salões de festa etc.

Além de reduzir o tempo de percurso para a realização das atividades, contar com essas áreas dentro do condomínio acaba incentivando um estilo de vida mais saudável, confortável e sociável.

Socialização

Falando em socialização, essas opções garantem bons momentos de lazer em família e entre amigos. Principalmente se você tem crianças em casa, esses locais são excelentes opções para que possam brincar com mais segurança e bem perto de casa.

As confraternizações também são mais confortáveis e acessíveis. No aniversário de um familiar ou em uma data comemorativa, por exemplo, basta reservar o salão de festas ou a churrasqueira. Normalmente, as áreas comuns têm acesso gratuito ou mediante o pagamento de taxas mínimas.

Economia

Alguns condomínios com área de lazer completa têm realmente de tudo: desde as tradicionais quadras de esporte até aulas de pilates, natação ou zumba, por exemplo. Nesse sentido, a família economiza bastante, já que as inscrições em turmas costumam ter uma cobrança simbólica.

Assim, você pode colocar seu filho no karatê e sua filha na natação enquanto faz a academia diária, sem grandes custos no orçamento. A economia financeira é grande, mas a otimização da qualidade de vida é o que mais conta.

Valorização

Certamente, você concorda que morar em um local com área de lazer completa é vantajoso, não é? Ainda mais depois dessa leitura! Pois bem: não é só você que pensa dessa forma! Uma das grandes depreciadoras de imóveis é a falta de opções para descanso e divertimento no condomínio.

Afinal, quem não gosta de ter esses espaços para distração em família tão acessíveis? O resultado é que, em caso de venda futura, a casa ou o apartamento passam por grande valorização se for de um condomínio com excelente estrutura.

É melhor comprar pronto e adaptar ou comprar na planta?

A não ser que você esteja com disposição para adquirir um terreno e iniciar a construção do zero, você tem duas opções: comprar um imóvel pronto ou na planta. No primeiro caso, as principais vantagens são a possibilidade de mudança imediata e a interrupção do pagamento de aluguel.

Já um empreendimento na planta — isto é, ainda em processo de obra pela construtora — é extremamente vantajoso para quem não tem urgência de sair do aluguel. Isso porque o valor costuma ser menor, mas a entrega das chaves pode demorar algum tempo. Veja um comparativo entre as duas alternativas!

Investimento inicial

O valor pago por um imóvel na planta costuma ser menor do que por um pronto. Isso impacta principalmente no montante desembolsado para aplicação inicial, já que a entrada no financiamento fica bem mais em conta. Além do mais, é possível negociar outras questões financeiras com mais flexibilidade.

No entanto, é preciso colocar os números no papel. Lembre-se de que, embora o investimento inicial no imóvel pronto seja maior, você se livra imediatamente da despesa do aluguel — que, na espera pela finalização do empreendimento adquirido na planta, pode resultar em prejuízo.

Flexibilidade

Aqui, o imóvel na planta é mais indicado para quem gosta de personalizar o ambiente. Muitas construtoras permitem que os compradores façam algumas modificações ainda durante a obra. Dessa forma, não é necessário lidar com reformas para adaptar o espaço às preferências da família.

Em contrapartida, se o imóvel pronto é novo ou, se mesmo usado, tem bom acabamento e condições de instalações, a vantagem é que desde a primeira visita já é possível planejar a decoração e o uso dos espaços.

Valorização do imóvel

Os imóveis adquiridos na planta representam um bom investimento no longo prazo, pois tendem a valorizar bastante. Até porque o custo de aquisição é menor, enquanto o preço de venda depois de pronto segue a média de mercado.

Porém, a mesma dica que demos anteriormente vale aqui: os números devem ser colocados no papel. Se você não paga aluguel agora, essa compra só traz benefícios. Do contrário, é preciso avaliar se esse custo mensal até a entrega das chaves não anula a economia e, portanto, equilibra a questão da valorização.

Burocracia

Em relação aos aspectos burocráticos, não há grandes diferenças entre um imóvel na planta e pronto, desde que o último seja novo. Nesses dois casos, os trâmites são mais simples do que na compra de uma propriedade usada, pois envolvem somente o comprador e a construtora, sem terceiros.

Agora, um risco particular na compra de imóveis na planta é o da falta de cumprimento com os prazos propostos pela construtora. Esse tipo de problema pode resultar em prejuízo para quem se programou para realizar a mudança em determinada data.

Quais são os principais custos envolvidos na compra de um imóvel?

Independentemente se a compra é de um imóvel novo ou usado, pronto ou na planta, casa ou apartamento, existem alguns custos para os quais o comprador deve estar preparado. Caso contrário, corre-se o risco de desembolsar mais do que havia destinado e, assim, endividar-se. Veja os principais!

Taxa de corretagem

Dificilmente a negociação de um imóvel é feita diretamente entre pessoas físicas, até porque essa opção fica sujeita a irregularidades e prejuízos. Sempre que há o intermédio de uma imobiliária, a transação recebe a taxa de corretagem, que nada mais é do que uma comissão ou custo operacional.

Ela é assegurada pelo Código Civil e, obrigatoriamente, deve estar incluída previamente na oferta. Isto é, não pode ser acrescida sobre o preço do imóvel após a apresentação da proposta. Normalmente, varia entre 6 a 10% do valor do empreendimento.

ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis)

O ITBI serve para oficializar o processo de compra e venda de um imóvel junto às autoridades competentes. Como é um tributo municipal, sua alíquota varia de acordo com a localidade, mas comumente gira em torno de 1 a 3% do valor venal (de mercado) da propriedade.

A taxa é recolhida após a lavratura da escritura pública. A não conformidade em relação ao pagamento do imposto leva à irregularidade do imóvel, que fica sem garantia de acesso a serviços públicos, como o abastecimento de água e luz e a coleta de lixo.

Escritura e registro

Os custos com escritura e registro também devem ser incluídos na conta, já que são de responsabilidade do comprador. A primeira serve para oficializar a negociação entre as partes e o segundo, para oficializar a posse do imóvel.

Seus valores são definidos em escala estadual e também dependem do valor total da transação. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a escritura de uma propriedade de cerca de R$ 500 mil fica em torno de R$ 2.400,00, enquanto o registro, aproximadamente R$ 2.000,00.

Condomínio e IPTU

Se o imóvel desejado pela sua família faz parte de um condomínio fechado, seja de casas, seja de apartamentos, esse custo mensal também não pode ser esquecido na hora de fazer a previsão de despesas. O valor não depende de nenhuma referência oficial.

Além disso, o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) — que nem sempre é cobrado de locatários em regime de aluguel — fará parte da sua vida como proprietário de imóvel. Ele é arrecadado anualmente pelo município e essencial para não ficar inadimplente junto ao poder público.

Correções no financiamento

Se você optará pelo financiamento de imóveis, também é preciso planejar-se para não ser pego de surpresa com as correções em cima do saldo devedor. Embora previstas e descritas no contrato, nem todos os compradores atentam na variação das parcelas ao longo do prazo de pagamento.

Dependendo do sistema de amortização — SAC ou Tabela Price —, as mensalidades do financiamento começam mais baratas e ficam mais caras no decorrer dos anos, ou o contrário. O ideal é programar o orçamento de forma que, mesmo com as parcelas mais altas, não haja comprometimento financeiro excessivo.

Quais são as formas de se adquirir um imóvel?

Seja qual for o negócio ideal para sua família — imóvel pronto ou na planta —, existem várias formas de realizar o pagamento. Tudo depende da sua realidade atual, tanto em relação às condições financeiras quanto à urgência de sair do aluguel. Confira!

Pagamento à vista

Se você tem como dar o pagamento à vista, essa certamente é opção mais vantajosa. Conte com descontos na negociação, a rapidez do processo e a ausência de despesas como juros. Além disso, a quitação imediata elimina o comprometimento da renda no futuro.

Porém, essa não é a possibilidade ideal para quem não tem fundos no momento e também não quer aguardar muito para concretizar o sonho do imóvel próprio. Até porque o pagamento mensal do aluguel compromete o orçamento familiar e dificulta na hora de juntar o dinheiro total.

Financiamento com instituições bancárias

O financiamento é a modalidade mais adotada pelos brasileiros. Ela resolve o problema da urgência e da falta de recursos para quitar o valor imediatamente, mas tem como desvantagem o comprometimento financeiro de longo prazo e o pagamento de juros e taxas.

As instituições bancárias costumam fazer o parcelamento em prazos bastante longos — geralmente, de até 35 anos. Para melhorar as condições da proposta, o ideal é dar uma entrada significativa e ter um bom perfil para concessão de crédito, incluindo renda fixa, bom score, ausência de restrições no nome etc.

Financiamento com incorporadoras

Tentar o financiamento diretamente com incorporadoras imobiliárias também é possível. As etapas são bastante parecidas com as do processo em bancos, mas normalmente há menos burocracia e mais flexibilidade em relação à análise de crédito. A correção de juros também é diferente, pois é baseada no IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado).

Para aderir a essa alternativa, no entanto, é preciso ter uma boa estabilidade financeira, já que as prestações costumam ser mais altas. Isso porque o prazo do parcelamento é menor — costuma ser de 5 a 15 anos, no máximo.

Consórcio

Se você não tem pressa de entrar no seu imóvel próprio, o consórcio é uma possibilidade vantajosa. Aqui, não há juros nem grandes empecilhos relacionados à análise de crédito. As parcelas são fixas e vão sendo pagas para a administradora autorizada pelo Banco Central.

O prazo do consórcio costuma ser de 10 a 15 anos, mas ocorrem sorteios e leilões todos os meses. Assim, há a chance de ser contemplado logo no começo ou de ter que esperar mais de uma década para entrar no imóvel desejado. Por isso, nem sempre é uma boa opção.

Permuta

permuta de imóveis é permitida por poucas incorporadoras, mas é bastante vantajosa para o comprador. O conceito se refere a um contrato de troca entre bens de valores equivalentes ou distintos. Neste último caso, há a necessidade de compensação da diferença em dinheiro — conhecida como torna.

Ela é uma ótima saída para proprietários de imóveis parados, para renovação de patrimônio ou para quem deseja morar em um local com diferentes condições. A única desvantagem é que, na troca, o empreendimento pode perder um pouco de seu valor de venda.

Como se preparar para comprar um imóvel?

A compra de um imóvel exige muito planejamento. Afinal, trata-se de uma aquisição única ou pouco frequente na vida. Diante disso, vale a pena analisar certos aspectos antes de partir para as decisões, especialmente para não se deixar seduzir pelo primeiro anúncio e dar um passo equivocado. Veja algumas dicas!

Defina o imóvel ideal para sua família

Antes de ir às compras, estude os tipos de imóveis e defina qual é o ideal para sua família. Pense muito bem em tudo o que deseja em relação à planta, à infraestrutura, à localização etc. Esse é um passo importante para direcionar suas buscas e evitar futuros arrependimentos.

Conheça sua estabilidade

Antes de se comprometer com um investimento tão significativo, avalie a estabilidade da sua família — financeira e profissional. Para comprar um imóvel, é preciso ter certa segurança. Além disso, tenha uma previsibilidade das despesas do novo estilo de vida para não sobrecarregar sua renda.

Separe uma boa entrada

Quanto maior o valor da entrada em um financiamento, melhor! Por isso, tente juntar pelo menos 20% do total do empreendimento, já que a maioria das linhas de crédito só permite o parcelamento de até 80%. Para aumentar o valor, lembre-se de que é possível usar o FGTS na compra do imóvel.

Compare as condições

O investimento é alto e, na maioria das vezes, de longo prazo. Por isso, compare todas as propostas e não faça a compra de um imóvel por impulso. Uma corretora de confiança pode ajudar a lidar com todas as simulações e identificar as condições mais favoráveis.

Acompanhe notícias sobre o mercado

Para fazer um ótimo negócio, você deve começar sua busca pelo mercado imobiliário com olhos de investidor. Uma dica é ficar por dentro das previsões da taxa Selic, que costuma impactar bastante o mercado imobiliário e aquecer o setor, sobretudo em relação às condições de financiamento.

Tenha uma reserva de emergências

Por fim, não se esqueça de destinar uma porcentagem da sua renda para constituir a reserva de emergências. Seu orçamento deve ser sempre bem planejado, até porque você terá que desembolsar dinheiro com entrada, parcelas de financiamento, documentos para compra do imóvel, mudança etc.

E aí, pronto para realizar seu sonho de sair do aluguel? Revise este guia, pesquise bastante, faça simulações e coloque nossas dicas em prática. Assim, será possível comprar um imóvel ideal para sua família, levando em conta o seu planejamento financeiro para garantir um excelente negócio!

Depois desta leitura, que tal entrar em contato conosco? Temos as melhores condições para a compra de empreendimentos imobiliários na região de Porto Alegre!